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domingo, 19 de agosto de 2012

Uma noite de Boemia



Quando tudo começa com uma idéia de tentar se manter longe do acaso, fora do descaso e distante do agrado de uma velha bebida já na pós ressaca de uma sexta desvairada, isso apenas contrai a tese de que sou seu penhor e que estaremos juntos aos cantos da cidade quando a noite, (rimos ao nos olhar). Ainda quando a memória consciente está, vogamos sobre uma ilusão de nos calar sedo, principio! Seria somente uma ilusão para que nos déssemos conta da nossa ação prazerosa em driblar a segurança para poder adentrar com a nossa velha companheira que nos persuadi a procurar copos na lixeira e como se não bastasse convictos atrás da escuridão no fim do salão para enfim degustá-la.
O seu toque já meneia de forma peculiar como a passarela que a pouco passara, não foi descortês, embora tenhamos sido seguidos por câmeras curiosas. Começamos a visitar o toalete masculino com mais frequência sempre a perfurar a fila para o feminino com suas carnes excitantes enquanto isso a noite demarca e aquece, nos perdemos a procurar por garotas, destilamos nosso bel-prazer pela cidade na busca do jovial a fins dos amigos para o nosso bando aos gritos como quem te ama vindo com saltos para qual te imerge em anseios rasos, traduzindo-nos de certa forma em delírio das luzes ofuscando nossa aptidão que não assola a mais recente marca do vinho roubado na roupa amarrotada, as borradas de batom pelos beijos ofegantes e palavrões desbocados.
Discorremos e chegamos ao raciocínio como o vento que passou e nos asilou; Tanta gente que nos faz dilatar a pele, olhos e razões enviesados como o carro mal estacionado junto aos cacos de uma outra ocasião. “Não sei não”, mas algo em ti me lembra o requinte de um tal apego misterioso ao trago de um cigarro que me aquece após o gole da bebida. É tarde e apenas sabemos sorrir e falar o que parece não fazer sentido para terceiros quando apenas temos a compreender o senso comum com aquelas palavras disciplinadas e mal empregadas, é por esse pretexto que estamos aqui caídos no asfalto sorrindo novamente, gozando sobre a mesmice e perturbando os senhores e senhoras dessa sociedade sem preciso for pôr adjetivo.
Sem ciência de como chegar em casa com a memória e sentidos permutados, a madrugada nos abrevia em simples amores, modestos temores ao fim que nos viola além do tempo que persiste em apenas nos pôr para dormir e embalar no seu profundo sub consciente de que estamos a deriva de qualquer forro se jogando em qualquer lugar com ou sem alguém no mesmo ou no pior estado. Até que o amante das noites nos acata tendo em seu livro mais uma página e em nossa memória arranhada, rabiscos no que é o tudo das noites eventuais um amigo e uma velha bebida que de principio é unicamente uma idéia findando ininterruptamente numa ocasião.