Páginas

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ao teu lado



Isto poderia ser apenas mais uma palavra ao final de um entardecer, no entanto nada sustenta a insuficiência de um só beijo, longe da razão não teria sido ela desprezo traçando-me em companhia a nostalgia, me transtorna da forma mais compulsiva sobressaindo com seus ternos sorrisos resumindo todas as minhas visões em um só ponto de vista, cegando diante mais um adeus sem previsões, diziam-me (insista!).
No delírio que poderia ser apenas o imaginar no que seria a ultima coisa a acontecer, trocaria eu por qualquer lugar em sua volta para sentir de perto seu perfume na ausente nota, o tom de sua voz fragmentando meus ouvidos, sentindo indiretamente breves toques subentendidos, embora me parecendo pequeno em tais atitudes, alimentava em troca de curtas palavras a chegada do momento em virtude.  
Já estava notório e o discreto não participava mais das nossas conversas, deveria eu me importar? Talvez não, pois distintamente ela poderia ser inversa e eu distante de um par. Fugia o assunto sem saber onde pôr as mãos almejando algo a mais neste intervalo sem caber a intuição da qual me tornava dia pós dia impaciente em seu próprio espaço, o tempo já teria passado ou o apropriado acentuava ao lado do determinado.   
Por mais que eu redija o amanhã me tornando parte anterior, reescrevo de tal modo que provenham os beijos do seu interior, assegurando por meio das vírgulas sempre um trecho sentimental arquitetando através de risos um afeto indescritível e essencial. Em evidências sei que é Imprescindível confrontar contra os meus passos de encontro a ela, pois enquanto o seu lado estiver vazio eu estarei a par de uma mera conversa tentando lhe conquistar em denota. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Despedida entre parábolas




Vida em que vivida foi até um outro dia, dias esses que se degradaram por parte do passado, ainda naqueles em que o sol surgia em outrora com a canção que ardia, mantivera-nos fora do fado.
Eu paro, penso e acabo descontento, sem que perceba temerás por algo que apenas atenta-nos por tão antigo é o vosso sentimento? Derrota o ego de ser amando e apegar-te-ei a sutileza de mais um respiro embora desatento.
A par da felicidade provenhamos sob belos sorrisos acolhedores, pois ainda há aqueles que relutam conforme o brotar das flores. Massiva e sem graça acordaria novamente por afrontar perante a vitória em real desgraça sobressaindo em meio às derrotas intuitivas.
E se chover? Mesmo assim será mais um dia, dia esse na qual meu mundo apenas mudou de giro aderindo às alegrias, morrendo em fim todos os tormentos em nome do perigo que não pude prever por de baixo da tua velha moradia.     
   
    

sábado, 22 de dezembro de 2012

Desassossego



A naturalidade transborda seus apegos:

   
   Embora transcrito num papel desamassado, desarticulado e mal estruturado vem de outrora por entre receios inacabados uma resenha sobre linhas tortas contando amarguras o arrojado. Saindo no meio as pressas o acomodado que se diz inundado de paixões, emerge-se a mim perante emoções o terminado que já não convém tentar reescrever parcelas do passado, isento de parábolas da qual sustentam o caso, disfarço quando presente te usando como roupa indecente me solidifica os dias de sol, refaz o momento enquanto eu desatento mantenho a minha mão perspicaz em suas curvas, contemplando sozinho teu calor expresso por entre teus seios resplandecentes a ressaltar em horizontal, esbaldando e tendo por fim suas pernas que parecem me seviciar.
       No acabamento dos nossos deslizes a embaraçar a fragrância sobre a tua pele reluz tomando de inicio o reflexo do ilustre a partir da vossa inquietação mais intima, revivo a cada gota de prazer a percorrer teu corpo nu continuamente bailando por de baixo do cobertor que na tentativa de tentar lhe esconder apenas me excita afogando-nos em frenesi. Distante do despeito sobre algo, vejo com clareza as conseqüências do nosso apego abeirando a noite em pequenos ângulos que nos resumia apenas em caricias refletindo no agora da qual lhe ponho contra a janela demonstrando indiretamente aquele orgasmo, expelia palavras boas de ouvir embaçando a vidraça, revelando conforme a brisa, a marca almejante.
        Denegrido, me restara somente à culpa da tua satisfação, encorajado a me expressar dando continuação aquela vírgula indecisa e de trechos desarranjados, teria você de se identificar com penhor após lhe recitar cláusulas sobre nossas imprecisões românticas? Comumente eu levaria uma bebida à boca, contudo saber que você está enfastiada após sussurros e agora em sono profundo, cantarolando acalma a minha alma, embebeda-te em minhas visões, tragando-lhe o perfume e a relevância as belas canções que perfura a noite a madrugar fronte a luz colorida do Motel que escolhemos sem pensar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Retrato de um Blues a dois





      
      Má conduta essa minha quando me mantinha a te olhar com o seu curvex e enquanto isso você nem ao menos figurava a minha presença, traços da minha imagem contorcida pela luz rasa da nossa indecência, sem somar eu ainda apaixonado, entorpecido tentando seguir a música junto aos teus passos dentre os meus enviesados. A cada intervalo de uma respiração a percussão do instrumento sincronizava junto ao vosso coração, talvez eu soubesse a Fórmula, todavia eu me perfilaria de enredo quando tão perto de sentir toda a sua forma.
       Não sei quando ela mente, aliás, nem ao menos omito, me entrego com as minhas sinceras conquistas facilmente, tendo por sua vez apenas olhos fechados e cílios destacados, imaginando com um sorriso entre aberto coisas que... Sabe lá, pensamentos onde eu queria está olhando do interior de uma casa sem teto. O ritmo retarda, emerge-se um ar de intimidade sob o “Ain't Got Nothin' But the Blues” sem palavras, quando uma nota do saxofone entoa onde se propaga vagarosa, vejo-me ali sentindo um apego maior de sua mão frenética apertando forte meu ombro que logo embasa.
        Voltamos a embalar suavemente suspeitando o retoque da bebida, eu segurava uma taça de tequila e ela acabara de marcar o cigarro com o seu batom vermelho em um trago pulcro, fui persuadido a levar um gole, senti-o descendo pela minha gorja, eu estava culto. Longe de tudo eu tirava o seu pó brozant com o meu próprio rosto, fluía algo da minha boca para perto do seu ouvido.
 - O que quero de te, faz um diferencial um tanto duvidoso.
         Após um sussurro, sua respiração ofegante, sua matéria delineada se enquadram explicitamente ao meu desejo atraente como um diamante. Aqui há um compasso continuo escondido no subconsciente da qual finjo saber, apenas não interessa! O tempo aquece e não tenho mais consciência de nada. Vais a um padrão amoroso e inadequado, seu jeito sensual e solene me recorda que ela é minha e o Blues que a pouco começou, cabe a ambos, ao toque de sua boca contradizendo o sentido de que já não sei, mas quem eu sou.