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sábado, 21 de janeiro de 2012

Romances





     Nos Romances a clareira, em cada despedida, você sorriu pra mim no final do carnaval, pensei que o presente não fosse ao meu encontro. Deixa o vento mexer em meu cabelo, deixa eu sentir teu cheiro que seguirei você por onde caminhar.

     Se tiver carinho eu sonho, se tiver jeitinho eu canto nos cantos da cidade, ah lá lá lá laa... Eu vou te encontrar. Abrirei a janela para o sol entrar e quando eu deitar, o meu lado não estará mas vazio, me aquecerá no lugar da bebida, minha paixão.
 
     Ao amanhecer, a saudade me beijará e conhecerei suas manias ao me abraçar em verdade, e não mas me terá, já não me acordará com desejos de me tocar. Me recordarei desses momentos quando um alguém sorrir em seu lugar, me apaixonarei sentado a clareira em cada despedida.

Cala-te





    
        Dizinham-me que devo me casar. Casastes, caso não nunca casará. Casamento é casa feita, é vossa casa casada.
      Cada casal não entende seus casos, se retorcem tentando concertar as calhas da casa e vivem se casando, casa tu casa eu e não se expõem ao pensar em se casar.
       Se caso casar, lembra-te diante o altar das calhas da casa que de principio foi bem feita e que já não é mas pintada, não sendo mas um casarão.
      Sei que está aqui uma questão, e se cada casal não casassem? Ainda casaram-se as flores? Casariam-se as dores?
“Casar-te-ei contigo e vivereis em um só par.”
Cala-te!
       Eu sou só uma mera testemunha presenciando um casal prestes a se casar, mas caso não se case, por vir ainda casaram-se as flores.

Meu Desejo





Se te seco a boca, lagrimeja lábios meus
vem me do colo na arquitetura dos seus traços
passivamente atenta-me, viciando nítidos olhares
e ainda entendo que me recoloco, correndo para antigos abraços

Sabes de uma coisa? Eu estava a tua procura
me fortaleceram as pobres esperanças
me tragavam e consumiam os desejos, mas acordei cedo
antes da minha relevância

Será que quase nada seria integrado ao ignorante passivo?
Na medida que tudo poderá ser relevante
eu vivi, e na medida em que também sobrevivi
fui a prova marcada do meu amor intrigante
  
Sinto um sono referencial no que me parece roubar a alma
aquecendo-me o café quando nada satisfaz, apenas me retrai regurgitando aos normais
estou encurralado no xadrez azulado da tua saia à me veres frustado
tentando ser sincero para lhe dizer o que venero

Pois embora eu beba, ainda com os olhos de ressaca eu não te esqueça...

Feche os olhos






     Não percebeu que eu ao vir para esse mundo abrí os olhos chorando? Já com medo ao pressentir o que toda essa gente grande e de boca vermelha mastigavam e engoliam pelos cantos. Poderiam dizer que de nada sabia, por esse motivo sem querer de qualquer maneira me iludia, perante tantos sorrisos em minha volta sem o entendimento real da verdade nua e crua, veio me sem demora.
    A cada dia eu descobria devagarinho mais uma cor, curioso, já não tanto me doía, embora meras realidades me deixavam sem valor e um pouco corrompido, crendo explorei um pouco mais e vi que ainda teria de ser escupido.
    Percebi que toda aquela gente grande diminuiu e não eram somente simples bocas vermelhas, expressavam umedecidas e escondiam o que vocês chamam de desejo, mentira de quem disse; “Puramente brancas ovelhas“. Conheci e quando deparei-me sonhando uma envolvente nos casos, entreguei-me ao pecado que se for o que senti...Fabuloso e árduo.
Ao descer um dos últimos degraus com dificuldade, notei que não eram as pessoas a serem grande, mas a minha posição pequena de imaginar coisas grandiosas e belas as relevavam, posteriormente fazendo parte de uma sociedade vendida e o pior, eu mantivera ao centro.
     Eu só quero ter um agrado com os pássaros cantarolando no jardim, correndo pelos campos, parar e ouvir ás águas tranquilas de um riacho, plantar uma árvore a cada mês e continuar sendo o seu homenzinho com poemas escritos em papéis soltos pela casa de uma vez.
     Perdoe-me mãe, mas só agora eu entendo porquê não percebeu minhas lágrimas, pois todos choram de frente ao susto de não ter a opção de escolha ao nascer, me lapida antes de ser mais um no meio da multidão ou me tornar um horror, agora deixa fechar meus olhos e senti teu amor.

Certo dia






Serei tão fluente a cada dia nosso, quiça que algo proceda, peculiar em tua boca deseja.
Um certo dia ao amanhecer, confundirá me sentada em meu colo
Fará de mim tua moradia e eu de ti minhas manias.
Igual a tudo pequeno, intercalado de nada sereno.
Passivo, serás minhas novamente a cada dia do teu amor pertencente.

A Causa





Desde o início sabias que era por você que no desfragmentar do dia eu migrava pelos cantos por teu amor, agora tens questões que não te alimentam e que só sufocam o motivo por mim amarem, a partir do nosso último dia que por harmônia escureceu e conheci a noite em um dos meus vagar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Meu Império



    Hoje eu acordei mais tarde ouvindo o som das ondas quebrarem, senti um vazio e comecei a me recordar de nós dois, morrerei. sentindo teu calor no café, revirei todo o armário procurando de uma forma teu agrado, deixa eu me encostar, você vai notar coisas do tipo ou sei lá.
    Eu tinha todo um reino esbanjando alturas em meu castelo, mas jamais seria um Rei sem ter você de vez por invés, quando te amando abri mão do mundo. Ao entardecer fiquei no cantinho da sala arrumando a tua falta, escrevi e me refiz durante a noite fria tendo uma leve impressão quanto a você "acho que me beijaste baixinho antes de dormir" porém quando acordei não tinha nada, mas tudo por eu ter acordado do teu lado.